Balanço - Exigências

Sindipostos pedirá audiência ao prefeito

O valor praticado na comercialização de combustíveis tem gerado impasses

Foto: Divulgação

O valor praticado na comercialização de combustíveis tem gerado impasses entre o Procon e proprietários de postos de combustíveis. Agora o assunto deverá ser pauta de encontro entre empresários e Prefeitura. De um lado os empresários dizem que a concorrência e a carga de impostos regulamentam os preços. Do outro, órgãos de fiscalização defendem que o valor ao consumidor final pode ser reduzido por conta de oscilações internacionais.

Para a presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Chapecó (Sindipostos), Daniela De Marco Rigon, imputar às empresas culpa pelo valor do combustível "é posição insensata, uma grande e desprezível irresponsabilidade". Os preços são liberados, "mas existe regulamentação". Mostra que "ano após ano" os postos "vêm sendo descapitalizados" em decorrência dos altos custos de manutenção e brusca queda nas margens de lucro. Além disso, os preços aqui praticados "são os menores de Santa Catarina". O mercado de combustíveis em Chapecó vai ser pauta de audiência que o sindicato está pedindo para agendar com o prefeito Luciano Buligon.

Associados da entidade aprovaram, em assembleia geral ordinária, o balanço financeiro de 2019 e a previsão orçamentária para 2020. Os procedimentos atendem exigências da legislação e estabelecem a "regularidade da ação sindical", disse Daniela. "Tivemos um ano de muitas dificuldades" justificou, para acrescentar que, apesar disso, o resultado financeiro do sindicato, no exercício, foi positivo.

Daniela lamenta que os postos de combustíveis "infelizmente" continuam sendo considerados vilões, já que a eles é atribuído a responsabilidade pelo valor do combustível ou de cometer preços abusivos. Ela detalha que o mercado e a própria concorrência auto regulamentam os preços sobre os quais incide alíquota de quase 50% em impostos. Há "frequente e até exagerada" fiscalização no setor, mesmo sem existir "absolutamente nenhuma atitude que venha a causar prejuízo ao consumidor", assegura.

A assembleia também tratou sobre a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. Comissão está sendo fornada para negociar a CCT com o sindicato profissional. O tema central do entendimento será o reajuste salarial a ser concedido aos trabalhadores no mês de março, data base da categoria. A nova convenção vigerá no período entre 1º de março deste ano a 28 de fevereiro de 2021.



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